Sèna Sublime · Edição brasileira

Um livro de cozinha filosófica

Sovar o pão,
moldar a raiva

Seis gestos de cozinha para transformar a raiva de mães e pais

E se parar de gritar com seus filhos começasse por suas mãos?

80 páginas. Seis fábulas. Seis receitas. Seis gestos para refazer mil vezes.

Para quem
— Mães e pais exaustos que gritam e se arrependem — e que já tentaram a respiração, a comunicação não violenta, dar um passo atrás, sem que nada se sustente de verdade
Formato
— E-book · PDF (A5) e EPUB
Extensão
— 80 páginas
Entrega
— imediata por email
Preço
— 47,99 €
Ler os três capítulos abertos
Capa de Sovar o pão, moldar a raiva: duas mãos sovam uma massa dourada sobre uma mesa enfarinhada, entre tigelas de grãos

Seis gestos. Seis países. Seis mulheres de outros tempos.

Moer · Verter · Sovar · Descascar · Assar · Compartilhar

PDF & EPUB

Um relógio de parede antigo na luz quente de fim de tarde, acima de uma bancada de cozinha

Abertura

18h47

São 18h47.

Você está na sua cozinha.

O arroz gruda no fundo da panela. O bebê chora no quarto ao lado. Sua filha mais velha puxa sua manga para perguntar onde estão as meias dela, e você já sabe que as meias não estão na gaveta das meias, porque nada nunca está onde deveria estar às 18h47.

E você sente essa coisa subindo.

Você a conhece. Ela vem do peito. Sobe em direção à garganta. Ela quer sair.

Você sabe o que vai acontecer. Você vai gritar mais alto do que a situação merece. Vai ver o rosto da sua filha mudar, os ombros dela caírem ou endurecerem. Vai ouvir suas próprias palavras ecoarem na cozinha por três segundos a mais. E depois, vai haver aquele silêncio — que pesa mais do que tudo o que você gritou.

Você vai se dizer que amanhã será melhor.

Vai dizer isso a si mesma como disse ontem à noite. E anteontem.

O que ninguém diz

A verdade que ninguém nunca te disse de verdade

Sua raiva não é um problema de caráter.

Não é um defeito moral. Não é uma falha na sua criação. Não é sinal de que você não foi feita para ser mãe.

É energia.

Muita energia. Uma energia que você carrega há horas, às vezes há dias, às vezes há anos — sem ninguém para carregá-la com você, sem um gesto para depositá-la.

E essa energia, como todas as energias, procura um caminho. Quando não lhe damos nenhum, ela toma o único que encontra: a sua voz.

Duas mãos sovam uma bola de massa na luz da manhã, sobre uma mesa de madeira enfarinhada

A promessa

Este livro propõe seis outros caminhos.

Seis gestos antigos, cotidianos, feitos de mãos, feitos de cozinha. Seis maneiras de dar à sua raiva um trabalho que não seja machucar quem você ama.

Seis países. Seis mulheres de outros tempos que sabiam algo que a nossa época esqueceu — que as mãos são as primeiras psicólogas, e que a cozinha é o primeiro consultório da humanidade.

Nenhum método. Nenhum plano em dez etapas. Nenhuma cobrança para você se tornar uma mãe melhor.

Só as suas mãos. Uma massa. Uma mesa. O resto, suas mãos já sabem.

  1. 1MoerNíger
  2. 2VerterEtiópia
  3. 3SovarMauritânia
  4. 4DescascarGana
  5. 5AssarCongo
  6. 6CompartilharMoçambique

Este livro foi escrito para você se:

  1. Você grita com seus filhos e se arrepende na mesma noite.
  2. Você já tentou a respiração, a comunicação não violenta, dar um passo atrás, a meditação — e nada se sustenta quando a onda sobe de verdade.
  3. Você está cansada de estar cansada de sentir raiva.
  4. Você procura algo que não dependa da força de vontade, porque às 18h47 a sua já se esgotou.
  5. Você desconfia, sem ousar dizer em voz alta, que suas mãos sabem coisas que a sua cabeça já esqueceu.

Este livro não é para você se procura um plano de ação garantido, um método certificado em dez dias ou a promessa de que você nunca mais vai gritar.

Nenhum livro honesto pode prometer isso.

80 páginas · formato A5

Neste e-book

  • Seis fábulas curtas da tradição oral africana — Níger, Etiópia, Mauritânia, Gana, República Democrática do Congo e Moçambique. Para ler em voz alta, contar aos seus filhos, deixar agir com calma.
  • Seis receitas fáceis, acessíveis, sem nenhum ingrediente impossível de achar — cada uma pensada para dar corpo a um gesto preciso contra a raiva.
  • Para cada gesto, uma explicação clara do que acontece no seu sistema nervoso, no seu córtex, na sua amígdala, quando as suas mãos assumem o lugar da cabeça.
  • Uma atividade para praticar a cada semana — de cinco a trinta minutos por dia, no meio de uma vida que já anda cheia demais.
  • Quatro anexos para ter à mão — o resumo dos seis gestos e das seis frases para levar, o kit da família com o cartaz para imprimir e colar na cozinha, as seis receitas de relance e um convite para ir além.

Formato A5, diagramado para a beleza e o conforto da leitura — com um EPUB para o seu leitor digital.

Bananas-da-terra maduras, uma delas meio descascada, num prato de barro

Seis gestos · Seis países

Os três capítulos que abro para você agora

Três capítulos, abertos antes mesmo da compra. Para que você saiba como é este livro antes de decidir se ele é para você.

Mãos moem grãos e especiarias num pilão de pedra cinza, com ramos de oliveira e tigelas de barro ao redor

Capítulo 1

A pedra de moer que gira

Níger — moer

  1. A fábula

    Era uma vez uma menina com raiva da irmã. Ela se sentou ao lado da avó, que moía grãos desde o amanhecer.

  2. O que acontece

    O primeiro gesto é o que sustenta todos os outros: a raiva procura um caminho, dê a ela um gesto para habitar. Um gesto rítmico, de grande amplitude — empurrar, puxar, esmagar. O corpo reconhece esses movimentos antigos. Ele sabe o que eles significam: estou trabalhando a matéria, não estou mais em modo de defesa.

  3. A receita

    Pãezinhos achatados de milheto com especiarias moídas à mão. O segredo não está no pãozinho. Está nas especiarias que você mesma vai moer.

Frase para levar — Níger

A raiva não é sua inimiga. É energia à espera de um gesto.

Uma colher de pau verte devagar uma massa clara numa tigela de cerâmica

Capítulo 2

A mão que vertia

Etiópia — verter

  1. A fábula

    Era uma vez uma jovem cuja massa dava errado havia semanas. Ela procurou uma vizinha mais velha, que vertia a injera todas as manhãs numa espiral perfeita, do centro para fora.

  2. O que acontece

    O segundo capítulo enfrenta o que reacende a raiva hora após hora: a ruminação. Esse ciclo mental que remói, reexamina, tira da gaveta as velhas feridas. O gesto de verter — lento, preciso, acompanhado pelos olhos — desativa em parte a rede cerebral da ruminação. Pelo tempo que dura o gesto. E esse tempo é justamente aquele de que a raiva precisa para baixar.

  3. A receita

    Pequenos crepes de trigo-sarraceno vertidos em espiral. O segredo não está no crepe. Está na maneira como você verte.

Frase para levar — Etiópia

Quando a mão verte, o pensamento se cala.

Duas mãos sovam uma massa clara sobre uma bancada de mármore enfarinhada

Capítulo 3

A massa que se abria

Mauritânia — sovar

  1. A fábula

    Era uma vez uma jovem mãe cuja massa se rasgava. Ela acrescentava farinha. A massa se rasgava ainda mais. Ela acrescentava mais. E chorou.

  2. O que acontece

    O terceiro capítulo é o ponto de virada do livro. Ele já não cuida da raiva que sobe. Cuida do que vem depois do grito: a vergonha. Essa voz que segue você pelo corredor, que olha você se deitar e sussurra que amanhã é preciso fazer melhor, se controlar, aguentar firme. Este capítulo acompanha um gesto muito particular — um gesto que repara você, e não só a massa.

  3. A receita

    O pão da segunda chance. Um pão redondo para sovar à mão, sem batedeira. O tempo de sova, aqui, não é uma tarefa penosa. É o remédio.

Frase para levar — Mauritânia

Sobre uma massa rasgada, não acrescente farinha. Acrescente água.

Os outros três esperam por você no livro.

Pagamento seguro com Stripe · Reembolso em caso de problema técnico

Acesso imediato · PDF e EPUB · edição brasileira

Os outros três capítulos

Guardo três capítulos como surpresa. Para respeitar o seu prazer de descobri-los na ordem do livro, cada um no seu lugar.

Só posso dizer isto:

Capítulo 4 — Gana

Ele vai ensinar a você uma coisa que a raiva não sabe fazer — e por que seus filhos desaparecem quando você vai rápido demais.

Capítulo 5 — República Democrática do Congo

É o único capítulo do livro que propõe a você um gesto que não é um gesto. E talvez seja o mais difícil de fazer.

Capítulo 6 — Moçambique

Ele torna todos os outros possíveis. Sem ele, nenhum se sustenta.

Você vai encontrá-los no momento certo.

Folheie o livro

O seu livro, página por página

Creme e índigo, medalhões cercados de ouro, fábulas num quadro rosado com filete coral. Toque numa página para vê-la com calma.

Se o seu cérebro disser que isso é inútil

Ele vai dizer.

Vai dizer que você já tentou de tudo. Que você não tem tempo de sovar um pão às 22h. Que não é uma massa que vai impedir você de gritar amanhã às 18h47.

Vai dizer: isso não tem nada a ver. Eu quero uma solução de verdade.

Quando o seu cérebro diz isso, é o sinal.

Não é sinal de que este livro não é para você. É sinal de que você é exatamente a mãe que este livro foi escrito para encontrar. Aquela que tentou o caminho da cabeça, por muito tempo, a sério, e que começa a entender — sem ousar dar nome a isso — que vai ser preciso seguir por outro caminho.

O caminho das mãos não vai contra a força de vontade. Ele começa onde a força de vontade se esgota.

Um forno de barro aceso ao ar livre, com pães de casca dourada sobre uma tábua
“Algo que cozinha sem você.”
Três pães redondos de casca dourada e enfarinhada sobre um pano verde-claro

Um trecho do livro

“Seus filhos não vão se lembrar dos gritos.

Vão se lembrar do pão que você fez com eles no domingo de manhã. Do cheiro do gengibre na cozinha. Do sabor do queijo fresco que você salvou de um leite que estava talhando. Da mão da avó sobre a sua, sovando. Do forno que vocês esperavam juntos, sem dizer nada, porque não havia nada a dizer.

Vão se lembrar da mãe que às vezes chorava, que às vezes gritava, e que sempre voltava para a cozinha para colocar a massa de novo sobre a mesa.

É isso, de verdade, que você transmite a eles. Não a perfeição.

O retorno.

Que suas mãos falem.”

— Sèna

As perguntas, com calma

Perguntas frequentes

Não sei cozinhar. Este livro é para mim?
Sim. As seis receitas são simples de propósito — poucos ingredientes básicos, nenhum utensílio especial, nenhuma técnica difícil. Este não é um livro de cozinha ambiciosa. É um livro de gestos. Uma massa, uma frigideira, um par de mãos — você já sabe tudo o que precisa saber.
Meus filhos já não moram comigo, ou ainda não tenho filhos. Este livro fala comigo?
Ele foi escrito para as mães que gritam às 18h47, e é a esse momento que ele fala primeiro. Mas a raiva que sobe da barriga e procura um caminho não pertence só à vida de mãe e de pai, e os seis gestos valem para qualquer pessoa que carrega muita energia sem lugar para pousar. O sexto capítulo, sobre a solidão e o ato de compartilhar, soa muito verdadeiro também fora da família.
Como recebo o livro, e posso relê-lo?
Logo depois da compra, você recebe dois arquivos: um PDF de 80 páginas em formato A5 e um EPUB para o seu leitor digital. São seus, em todos os seus dispositivos. Você pode ler, reler e imprimir, se quiser. A diagramação foi pensada para a beleza e o conforto da leitura.
Mãos em concha recebem a água de uma torneira, numa cozinha clara

Você precisa de uma voz humana

Se você está lendo estas linhas e o que atravessa você esta noite vai além da raiva de sempre — um esgotamento profundo, pensamentos sombrios, a sensação de ter chegado ao limite —, por favor, não fique sozinha com isso.

No Brasil, o CVV — Centro de Valorização da Vida — atende pelo 188, de graça e com sigilo, 24 horas por dia, e também por chat em cvv.org.br. Em caso de emergência, ligue para o SAMU, no 192.

Este livro é um companheiro. Não é um tratamento, e não substitui a voz de um profissional de saúde quando ela é necessária.

Este livro não promete que você nunca mais vai gritar.

Ele propõe seis gestos para praticar no curso da sua vida real, que vão mudar devagar, e profundamente, a sua relação com a raiva.

Seis gestos. Que você vai refazer. Mil vezes.

E um dia — não logo, mas um dia — você vai perceber que a onda que subia antes do grito já não sobe tão alto. Que o silêncio depois já não pesa tanto. Que a manhã seguinte já não tem gosto de vergonha. Que seus filhos entram na cozinha enquanto você cozinha, e já não parecem estar na defensiva.

Você não terá se tornado outra mãe. Você terá se tornado a mesma mãe, largando, lentamente, o que carregava havia tempo demais.

Você vale eternamente, incondicionalmente. O extraordinário é você.

Duas mãos entregam a outras um pão redondo envolto num pano de linho, numa cozinha clara
Capa da edição brasileira de Sovar o pão, moldar a raiva

Edição brasileira

Sovar o pão, moldar a raiva

47,99 €

80 páginas · Seis capítulos · Seis fábulas · Seis receitas · Quatro anexos
Formato A5 · PDF e EPUB, prontos para baixar na hora

Pagamento seguro com Stripe · Reembolso em caso de problema técnico

Com ternura,

— Sèna

Oitenta páginas, seis fábulas, seis gestos das mãos para parar de gritar. O primeiro troca um grito por um punho afundado na massa. O que fica, com o tempo, depende de quantas noites as suas mãos chegarem antes da sua voz.

Esta obra foi criada com a assistência de ferramentas de inteligência artificial, sob a direção editorial da autora.

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